Homeostasia e Doença
O ser humano relaciona-se constantemente com o meio externo e está exposto a vários tipos de situações que podem leva-lo a lesões ou doenças, em seu cotidiano. Portanto vamos definir, brevemente , algumas condições importantes para entendermos o que é homeostasia e a relação saúde-doença.
Primeiramente temos a definição da Organização Mundial de Saúde ( OMS) sobre o que é saúde: estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade. Após essa definição temos que entender a situação da saúde não só com a ausência da doença em si, mas, também como ausência dos males sociais que muitas vezes afligem nossa sociedade moderna, como falta de saneamento, meios de cultura adequados, enfim, toda uma qualidade de vida que necessitamos para ter uma boa saúde.
A doença é o termo que define condição patológica( mal funcionamento de um órgão ou sistema), vem do latim dolentia, padecimento. Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por disfunções ou mal funções internas, como as doenças autoimunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las.
Resulta de consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecções, inflamações,isquemias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas. Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo. O dano patológico pode ser estrutural ou funcional.
O profissional de saúde faz a anamnese e examina o paciente a procura de sinais e sintomas que definem a síndrome da doença, solicita os exames complementares conforme suas hipóteses diagnósticas, visando chegar a um diagnóstico. O passo seguinte é indicar um tratamento.
A doença também possui um significado social, dependendo da época, da cultura e da sociedade em questão.Temos por exemplo condições como o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e a obesidade são consideradas doenças por parte de alguns países desenvolvidos, mas têm sido considerados de forma diferente em outras culturas. Por exemplo, a obesidade também pode representar riqueza e abundância e é um símbolo de status em áreas propensas à fome e alguns lugares mais atingidos pela caquexia. Outros exemplos, temos as questões de cunho religioso, que consideram algumas doenças como a lepra e a AIDS, sendo punições divinas para os pecados.
Por fim temos o importante conceito de homeostasia que corresponde a propriedade de um sistema aberto, seres vivos especialmente, de regular o seu ambiente interno para manter uma condição estável, mediante múltiplos ajustes de equilíbrio dinâmico controlados por mecanismos de regulação inter-relacionados.O termo foi criado em 1932 por Walter Bradford Cannon a partir do grego homeo similar ou igual, stasis estático. O seu uso mais frequente é a hemóstase biológica. A homeostase é uma das características fundamentais dos seres vivos. É a manutenção do ambiente interno dentro de limites toleráveis. No corpo humano ela também acontece, dando a capacidade de sustentar a vida nos seres humano, já que, somos afetados por todo um leque de fatores, como a temperatura, a salinidade, o pH, ou as concentrações de nutrientes, como a glicose, vários íons, oxigênio, e resíduos, como o dióxido de carbono e a ureia. Dado que estes fatores afetam as reações químicas que mantêm o corpo vivo, este inclui mecanismos fisiológicos para os manter dentro dos limites desejáveis.
A complexa interação da relação saúde-doença vai muito além apenas do fator fisiológico( funcionamento do organismo), sendo afetada em muito por fatores externo, como agentes patogênicos (causadores de doenças) e condições sociais, nos levando a pensar sobre como nosso estilo de vida e qualidade de vida afetam nosso organismo, gerando saúde ou doença no processo.
BIBLIOGRAFIA
1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Homeostase
2. http://www.brasilescola.com/doencas/
3. http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a
4. LOPES, S.;ROSSO, S. Biologia- volume único. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 2005. 608p.

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