O que é uma Fratura Óssea?
As fraturas surgem com o aparecimento de esqueletos rígidos na Natureza. Na espécie humana as primeiras tentativas de tratamento conhecidas datam de há mais de 5000 anos, embora possam ter surgido espontaneamente há ainda mais tempo.
As fraturas ocorrem quando a tensão empregada em um osso, por ser superior à sua flexibilidade, produz uma descontinuidade óssea completa ou incompleta. Os traumatismos que incidem sobre os ossos com forças superiores a sua capacidade de deformação são as causas mais frequentes de fraturas. Isso acontece, sobretudo, em quedas, pancadas e acidentes, mas há também fraturas que ocorrem devido a impactos mínimos ou até espontaneamente, chamadas fraturas patológicas, as quais se devem a um anormal enfraquecimento dos ossos, devido à osteoporose ou a tumores ósseos. Em geral um exame radiográfico é suficiente para confirmar uma fratura e para classificar o seu tipo. Conforme as circunstâncias do caso e se for necessária cirurgia, outros exames laboratoriais podem estar indicados para avaliar o estado geral do paciente. Em alguns casos, exames de imagens mais precisos, como a ressonância magnética, por exemplo, podem ser necessários para diagnóstico e/ou acompanhamento do caso.Quando a lesão ocorre em virtude de um trauma provocado por algum objeto ou de um impacto entre o osso e um local rígido, a fratura é chamada de direta. Já quando a ruptura decorre de torções ou angulações ósseas, a fratura, que, então, ocorre no ponto de maior tensão, é denominada de indireta. Um osso pode fraturar de várias maneiras, dependendo da idade da pessoa e do tipo de trauma ocorrido.
Nas crianças, por exemplo, devido aos ossos serem mais maleáveis, é comum que ocorram fraturas incompletas em forma de “galho verde” (o osso vai se flexionando e acaba fraturando no ponto de maior tensão), além disso, podemos encontrar fraturas na forma de “espiral” (normalmente resultante de uma força de torção óssea), fraturas “cominutivas” (com vários fragmentos de ossos quebrados), fratura por “compressão” ou “achatamento” (ocorrendo por forças longitudinais nos ossos), dentre variadas outras formas.
Quando um osso fraturado se desloca perfurando a pele e apresentando comunicação entre o meio ambiente e a superfície interna do corpo, ocorre a chamada fratura aberta ou exposta. Já nas fraturas fechadas, a pele não é perfurada pelo osso fraturado e não há comunicação óssea com o meio externo. Alguns pacientes, principalmente os mais idosos, com dificuldades de equilíbrio, de coordenação motora, com fraqueza muscular ou ainda os que possuem alguma patologia óssea tais como as osteopenias, as osteoporoses e as osteoartroses, são mais suscetíveis ao problema. É que, nesses casos, os ossos tornam-se mais frágeis (especialmente nas vértebras, no quadril e nos punhos) e, portanto, mais expostos a fraturas decorrentes de pequenas quedas ou esforços banais.
O período de consolidação das fraturas é muito variável e depende de vários fatores, como por exemplo: a idade, a disposição dos ossos fraturados, o tipo do osso, a qualidade do suprimento sanguíneo do local e a forma de tratamento escolhida. Uma fratura pode gerar uma série de complicações, como lesões de grandes vasos e nervos, fraqueza muscular, rigidez articular, danos viscerais, trombose, infecções, problemas de consolidação, necrose avascular, gangrena, osteomielite, contratura e muitos outros embaraços.
O tratamento das fraturas depende das particularidades de cada caso. É muito importante que o paciente seja socorrido rapidamente e por profissionais qualificados para cuidar dessa situação, a fim de que não ocorram maiores danos. O tratamento pode ser realizado pela forma conservadora ou cirúrgica. A primeira opção costuma ser menos agressiva porém, em alguns casos, principalmente nas fraturas expostas, é necessário cirurgia. A escolha terapêutica é baseada na avaliação de múltiplos fatores. Na maioria dos casos a cirurgia surge como última opção, estando reservada para casos particulares como fraturas expostas ou complicadas, ou quando o tratamento conservador não eficaz na resolução de uma fratura (por exemplo, quando se desenvolvem pseudartroses). Existem contudo algumas exceções em que a cirurgia oferece melhores resultados.
BIBLIOGRAFIA
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