ANIMAIS VENENOSOS
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Embora a raça humana possa se gabar por possuir o cérebro mais desenvolvido entre todas as espécies da Terra, no que diz respeito à força, tamanho e velocidade, todos nós perdemos feio. Além disso, alguns animais são tão venenosos que basta uma picada para matar dezenas de pessoas.
Muitos termos em biologia são usados como sinônimos, sendo importante entender e usar os termos corretos. Duas palavras que são facilmente usadas como sinônimos são: peçonha e veneno.
ANIMAIS PEÇONHENTOS: A peçonha é uma toxina produzida exclusivamente por animais e é capaz de alterar o metabolismo de um outro animal. Animais peçonhentos possuem estruturas (espinhos e dentes, por exemplo) que conseguem injetar o veneno dentro do corpo do outro animal. Esse veneno pode ser produzido tanto por plantas como por animais e também é capaz de alterar o metabolismo de outro ser, porém o animal portador do veneno não consegue injetá-lo, ou seja, o veneno só entra no corpo do outro animal através do sistema digestivo, respiratório ou pela pele.
Os animais peçonhentos mais conhecidos são as cobras. Talvez a mais conhecida no Brasil seja a cascavel, que possui um guizo que emite um sinal de ataque. No entanto, são as jararacas as responsáveis por cerca de 90% dos incidentes com cobras registrados no Brasil. Vale lembrar que nem todas as cobras são peçonhentas, como é o caso da jiboia, da sucuri e da anaconda.
ANIMAIS VENENOSOS: São aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões) provocando envenenamento passivo por contato (taturana), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu).
Um bom exemplo de animal venenoso é o peixe baiacu, que possui toxinas em vários tecidos do corpo, como o fígado, brânquias e intestinos causando envenenamento quando ingerido.
OS ANIMASI MAIS VENENOSOS DOS BRASIL
O Brasil é um dos países com maior diversidade biológica do mundo. Segundo um estudo do Departamento de Zoologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o país abriga um total de 1,8 milhão de espécies (sim, de espécies, e não de espécimes!) conhecidas.
Nessa lista, alguns bichos são mais fofos e carismáticos, como os golfinhos e as preguiças. Mas quem dera o reino animal fosse constituído só de fofura. Dentre nossos quase 2 milhões de espécies, há também aquelas que são difíceis de engolir: os animais peçonhentos.
Diferentemente dos animais venenosos – que até produzem o veneno, mas não têm como aplicá-lo em você – os animais peçonhentos estão com a faca e o queijo na mão. Eles não só são venenosos, como sabem muito bem como te envenenar caso se sintam ameaçados. Na lista de hoje, vamos conhecer os animais mais perigosos da nossa fauna:
Jararacuçu; Cascavel; Surucucu; Coral verdadeira; Aranha-marrom; Aranha armadeira; Viúva-negra; Escorpião-amarelo.
MEDIDAS PREVENTIVAS
Usar botinas com perneiras ou botas de cano alto no trabalho, pois 80% das picadas atingem as pernas abaixo dos joelhos.
Usar luvas de couro nas atividades rurais e de jardinagem; não colocar as mãos em buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, utilizando para isso um pedaço de pau ou enxada.
Examinar os calçados, pois serpentes podem refugiar-se dentro deles.
Vedar frestas e buracos em paredes e assoalhos.
Limpar as proximidades das casas, evitando folhagens densas junto delas.
Evitar acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção.
Avaliar bem o local onde montar acampamentos e fazer piqueniques.
Preservar inimigos naturais (raposa, gambá, gaviões e corujas) e criar aves domésticas, que se alimentam de serpentes.
Examinar e sacudir calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.
Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.
Limpar o domicílio, observando atrás de móveis, cortinas e quadros.
Combater a proliferação de insetos, principalmente baratas e cupins, pois são alimentos preferidos dos aracnídeos.
TRATAMENTO
Animais peçonhentos são reconhecidos como aqueles que produzem ou modificam algum veneno e possuem algum aparato para injetá-lo na sua presa ou predador. Os principais animais peçonhentos que causam acidentes no Brasil são algumas espécies de serpentes, de escorpiões, de aranhas, de lepidópteros (mariposas e suas larvas), de himenópteros (abelhas, formigas e vespas), de coleópteros (besouros), de quilópodes (lacraias), de peixes, de cnidários (águas-vivas e caravelas), entre outros. Os animais peçonhentos de interesse em saúde pública podem ser definidos como aqueles que causam acidentes classificados pelos médicos como moderados ou graves.
O ministério da saúde recomenda em caso de acidente:
PROCURE ATENDIMENTO MÉDICO IMEDIATAMENTE; Se possível, e caso tal ação não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lave o local da picada com água e sabão (exceto em acidentes por águas-vivas ou caravelas), mantenha a vítima em repouso e com o membro acometido elevado até a chegada ao pronto socorro; Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, fitas amarradas e calçados apertados; Não amarre (=torniquete) o membro acometido e, muito menos, corte e/ou aplique qualquer tipo de substancia (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada; Especificamente em casos de acidentes com águas-vivas e caravelas, primeiramente, para alívio da dor inicial, use compressas geladas de água do mar (ou pacotes fechados de gelo – “cold packs” – envoltos em panos, se disponível). Em seguida, realize a lavagem do local da lesão com ácido acético a 5% (Ex. vinagre), sem esfregar a região acometida, para evitar o aumento do envenenamento. É importante que não seja utilizada água doce para lavagem do local da lesão, nem para aplicação das compressas geladas, pois a água doce pode piorar o quadro do envenenamento. A remoção dos tentáculos aderidos à pele deve ser realizada de forma cuidadosa, preferencialmente com uso de pinça ou lâmina. Procure assistência médica para avaliação clínica do envenenamento e, se necessário, realização de tratamento complementar; Não tente “chupar o veneno”, essa ação apenas aumenta as chances de infecção local; Informe ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como: tipo de animal, cor, tamanho, entre outras;
BIBLIOGRAFIA
1.http://www.iguiecologia.com/diferenca-entre-animais-venenosos-e-peconhentos/
2.http://www.grupoescolar.com/pesquisa/animais-peconhentos-e-venenosos.html
3.https://super.abril.com.br/blog/superlistas/8-animais-mais-peconhentos-do-brasil/
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